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A minha Mãe partiu.

O meu agradecimento à Amera pode/deve ser expresso com a partilha de sentimentos, de experiências que tive nos últimos dias.

A mãe vivia sozinha no Funchal, Madeira. Como não tinha condições para viver sozinha os filhos trouxeram-na para Lisboa. Não tendo condições para a receber nas suas casas recorremos às Residências para a Terceira Idade. A mãe esteve mais de um ano numa Residência com muito boas condições hoteleiras mas… queixava-se de falta de afecto pedindo insistentemente que encontrássemos uma outra solução.

Após pesquisa profunda considerei que a v/ instituição era a que tinha melhores condições: boas instalações, bom acolhimento, boa apresentação e profissionais atentos, empenhados e competentes. No dia da chegada da minha mãe foram todos muito atenciosos, carinhosos e dedicados. Pensei que tinha encontrado um bom “ninho” para a mãe.
Lamentavelmente o tempo que a mãe esteve nas vossas instalações foi muito curto – é sempre muito curto… porque queremos sempre o infinito.

Foi pouco, mas foi bom.
Obrigado por tudo e não esquecerei de recomendar a v/ Instituição a pessoas minha amigas.

Com base no “POEMA À MÂE” de Eugénio de Andrade

(…)
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração Ficou enorme, mãe!
(…)
Olha – queres ouvir-me? –
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
(…)
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal…
(…)
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.

António A. Campos

Quero referir a boa assistência que me tem sido dada, a competência do pessoal, a qualidade das instalações e a boa organização e eficiência dos vossos serviços.

Rogério Huitric Tavares

Na hora da minha saída da Amera para regressar a casa, as minhas primeiras palavras são de agradecimento e de estima para com todos, desde a direcção técnica e o seu corpo directivo às assistentes que contribuem para o bom funcionamento da Amera no dia a dia, em todos os domínios de intervenção. O meu agradecimento especial às assistentes que ao longo destes quase três anos cuidaram de mim em particular de forma muito carinhosa, bem como ao corpo médico e de enfermagem que tudo fizeram para que as minhas condições de saúde não se agravassem.

Sempre recordarei que na Amera encontrei acolhimento, paz e serenidade, não esquecendo que no primeiro mês estive muito desorientado e criei muita confusão, inclusive aos outros utentes. Nessa altura, foi patente o esforço que todos, sem excepção, fizeram para que encontrasse o equilíbrio necessário e me sentisse verdadeiramente em casa.

Recordo igualmente as valências que são postas à disposição dos residentes, mas que eu não pude inteiramente usufruir para além da ginástica, como é o caso da biblioteca e dos diversos ateliers temáticos, aos espaços verdes à volta do edifício, bem como às diversas iniciativas sociais e culturais promovidas. Sempre que as condições de saúde o permitiram estive sempre presente e foram momentos de grande convívio e de bem-estar.

Destaco também as festas do Natal, Carnaval e Santos Populares, organizadas com muito entusiasmo, empenho e dedicação pelos funcionários, estimulando o envolvimento dos residentes de acordo com as suas possibilidade e incentivando a presença e a colaboração dos familiares. Que bonitos ficaram sempre os presépios.

Por último, aos actuais residentes da Amera o meu muito obrigado pela amizade dispensada e desejo de longa vida, recordando saudosamente os que já partiram. A minha passagem pela Amera ficará sempre assinalada no meu coração e na parede da biblioteca.

Bem hajam!

António Freitas

Existem na vida momentos em que nos sentimos completamente desamparados e sem cabeça para pensar, quanto mais para agir.

Foi assim que me senti no início do mês de Fevereiro de 2012.

O meu muito amigo e disponível pai, depois de uma hospitalização de 10 dias entre a vida e a morte, teve alta hospitalar de um dia para o outro. Foi um choque, pois era necessário encontrar um local onde tivesse todo o apoio, quer a nível de enfermagem, quer a nível de repouso e conforto e que, pela situação grave que atravessava, tivesse também a oportunidade de ter a seu lado, a qualquer momento, os seus filhos, a quem nunca faltara.

Felizmente existem pessoas que pensam nestas situações, com disponibilidade total para nos amparar, com cabeça fria para pensar e com determinação e saber para agir.

No meu caso encontrei tudo isso na Amera e ficarei para sempre grata à Sr.ª Dr.ª Sónia Risso e à sua equipe, Sr.ª D. Maria José e Sr.ª D. Ilza, por todo o carinho e apoio que nos deram nos últimos dias de vida de meu pai, bem como à forma expedita e corretíssima como trataram todo o processo burocrático.

Por tudo isto

Bem-Hajam e Muito Obrigada.

Maria José Bento Bandeira

Em finais do ano de 2009, depois da minha avó ter tido várias quedas e outros pequenos incidentes em sua casa, que a deixaram ansiosa e debilitada e a mim receosa pela sua segurança, reconhecemos que algo tinha que mudar. Particularmente porque, sendo eu residente na Inglaterra, as minhas possibilidades de vigiar e de prestar assistência à minha avó eram extremamente limitadas.

Eu tinha uma visão clara do sítio que queria para a minha avó e a “lista de desejos” era longa. Os critérios incluíam coisas como: o respeito pela individualidade de cada pessoa (tal como a possibilidade de personalizar o espaço onde se iria viver e a flexibilidade em adaptar algumas rotinas às necessidades pessoais dos residentes), um ambiente acolhedor e agradável, um nível de limpeza e de higiene das instalações elevado, bem como a adaptação das mesmas às limitações físicas dos residentes, a flexibilidade de horários de visitas, as actividades disponíveis aos residentes, o nível de cuidados de saúde, o número e o treino do pessoal, como também, bons acessos dentro da área de Lisboa.

Iniciei, assim, várias pesquisas na internet com vista a obter uma ideia das opções disponíveis em Portugal. Confesso que estava apreensiva… mas depois encontrei o site da AMERA. Enviei um primeiro mail com algumas perguntas gerais e recebi resposta imediata. De repente a apreensão começou a transformar-se em esperança. Marquei uma visita à AMERA e fui a Portugal. Desde o primeiro momento da minha visita que, instintivamente, soube que este era o sítio certo para a minha avó. Batia tudo certo com a “lista”. A boa gestão e o profissionalismo eram tangíveis. Marquei uma segunda visita (desta vez acompanhada do meu marido para obter outro parecer). E foi assim que em Janeiro de 2010 a avó deu entrada na AMERA (e onde em Fevereiro ela celebrou o seu 90° aniversário!)

A transformação que a mudança para a AMERA teve na minha avó foi fantástica. Num espaço de algumas semanas a sua mobilidade melhorou exponencialmente – sem duvida devido aos cuidados médicos e de enfermagem, mas também devido ao espaço inspirar-lhe a confiança necessária para andar. Com o tempo, a força e a confiança restabeleceram-se completamente.

Infelizmente, em Julho de 2011 a avó começou a manifestar sintomas daquilo que viemos a saber ser um tumor maligno. Contrário às expectativas normalmente tidas em relação a indivíduos de idade tão avançada, o tumor desenvolveu-se com grande rapidez e, em Novembro de 2011, a avó sucumbiu à doença. Durante os últimos meses da sua vida, a equipa da AMERA foi incansável, providenciando os cuidados de saúde (incluindo tratamento paliativo) mas também conferindo à avó dignidade numa altura que só pode ser descrita como de grande aflição, choque e sofrimento.

Pela parte que me toca, nunca irei esquecer a maneira como a minha avó foi tratada na AMERA, todos os esforços que foram feitos em seu nome e todo o apoio que me foi dado a mim também, como membro da família mais próxima (ainda que ironicamente mais longe…). A menção da AMERA despoleta-me um sentimento de imensa gratidão. Muito obrigada por tudo.

Ana Davey

Faz hoje um mês que deixei a Amera de Carcavelos.

A minha estadia de cinco semanas ali – para recuperar de uma queda que me deixou num estado incapacitante – foi reconfortante. O ambiente na Amera tem diversas particularidades todas elas dirigidas ao bom acolhimento dos residentes idosos, cada um a necessitar de atenção ativa.

As instalações da residência, para além dos quartos, singulares ou duplos todos com casa de banho individual, desdobram-se em varias salas de repouso e de estar bem como de gabinete médico com serviço de enfermagem. A sala de refeições tem um conjunto de condições físicas que permite uma convivência harmónica dos residentes a que contribui positivamente a cozinha preparada com boa nutrição.

Uma fisioterapeuta qualificada é peça importante do bem estar dos residentes sendo de relevar as sessões coletivas bisemanais com acesso voluntário e a possibilidade de se complementarem com sessões particulares.

A vertente lúdica é animada por uma técnica com preparação adequada para eventos no interior e visitas ao exterior. Entre outros pormenores curiosos encontram-se um piano onde uma senhora de cem anos de idade ali tocava alegremente, uma biblioteca e aparelho de televisão numa sala de estar. Numa parede das instalações está exposta uma série de pinturas e desenhos feitos por residentes.

Mais, devido a presença de um residente sacerdote católico eram promovidas diariamente uma celebração da missa e ao fim do dia a reza do rosário, óbviamente com participação livre.

Last but not least, a ação de apoio a cada residente é dada por um grupo de assistentes prestáveis e assiduamente presentes durante as 24 horas por dia com particular atenção para com a higiene individual. Tudo com enquadramento assegurado por uma direção com uma liderança forte, consciente e permanentemente atenta.

Deixei a Amera a 25 de Dezembro de 2011 grato pelo acolhimento e o tratamento recebido durante a minha estadia, com apreço e reconhecimento pelo privilégio de ter convivido com residentes, homens e senhoras, a maioria com idade entre os oitenta e os cem anos e cada um com vida própria.

Frederico Alberto Monteiro da Silva

A nossa vida na Amera.

Em toda a parte se vê a bonita fotografia da nossa peregrinação a Fátima. Foi um passeio cuidadosamente providenciado e programado. Muitas vezes perguntaram se queria ir. Eu não podia negar-me ao que tantas pessoas fazem com o maior sacrifício. Apesar de me ter desgostado visitar a Cova da Iria de maneira tão diferente do passado, por força das circunstâncias, fiquei contente, lembrando-me que fui por amor.

No passado dia 8 a Amera fez sete anos. O filho de uma residente de 100 anos teve a gentileza de trazer um vídeo para passar partes de um concerto realizado na Holanda, para homenagear a União Europeia. Num dos panoramas apresentados pudemos ver as cinco torres da Catedral de Tournai, onde passei o Natal de 2003. Toda a gente vibrou e aplaudiu este evento.

Margarida Silva

O primeiro contacto que tive com a Amera, foi através de pesquisa pela internet de Residências Seniores. Desde a configuração do site até ao próprio conteúdo (claramente o mais significativo), tudo me transmitiu profissionalismo, segurança, bem-estar e conforto. Percorri, ao longo de três dias, locais similares mas, realmente, nenhum deles em nada se comparava à Amera.

Tendo a responsabilidade de encontrar um local para o pai que tivesse as condições necessárias à sua recuperação e estabilidade, o meu coração e intuição optaram, imediatamente, por esta residência, sobretudo na sequência de uma visita que fiz às instalações, recebida com enorme simpatia e profissionalismo pela D.ª Ilza Sousa.

No dia 3 de Maio, o pai deu entrada na Amera, num estado físico muito débil, mal nutrido e desidratado, devida à negligência de quem o tinha acompanhado até à data. Para além disso, com uma escara de pressão enorme, já num estado muito avançado.

Passaram seis meses desde então, e hoje, eu e a minha família, damos graças a Deus pela opção tomada em Março. O pai está cada dia melhor. Tem tido, a todos os níveis, uma excelente recuperação. Inclusive, no dia 5 de Agosto, o Dr. João Amaral (HPP Cascais), elogiou o desempenho da equipa de enfermagem, pelo bom trabalho que tem feito com o pai, no que diz respeito ao tratamento da escara.

Desde a direcção, equipa de enfermagem até às auxiliares, todos têm desempenhado um papel importante na recuperação e saúde do pai. Tendo sido um processo muito complicado a nível familiar (por parte da esposa), a Amera tem estado incondicionalmente, focada na recuperação e apoio ao pai e, por esse facto, o pai e toda a família estão gratos à Amera.

Desejo, honestamente, que o excelente trabalho que têm vindo a desenvolver, contribua para o bem-estar dos seus residentes e familiares e que o futuro compense com sucesso e trabalho.

Rute Silva

Conhecemos a AMERA no dia 4 de Setembro. Desde esse dia ficámos com a opinião de que a AMERA é um local agradável e com óptimos profissionais e por isso escolhemos este local para que a minha mãe fizesse a sua recuperação, após mais de dois meses no hospital. Infelizmente a minha Mãe esteve apenas 5 dias na AMERA, apesar de todos os cuidados dispensados não sobreviveu. Durante esses dias contactámos com a Ilza e a Maria José, da Direcção, e com algumas enfermeiras e outras colaboradoras. Todas elas foram sempre muito profissionais, disponíveis, eficientes e gentis. Nunca esquecerei todo o apoio que nos foi dispensado no dia do falecimento e também após.

Quero também acrescentar que o profissionalismo da AMERA não é apenas nos cuidados dispensados, mas também no tentar evitar despesas supérfluas aos residentes, o que muitas vezes é extremamente importante, sobretudo em casos em que os residentes estejam mais dependentes.

O meu muito obrigada à AMERA.

Maria Carlota Rebelo Gonçalves

Durante cerca de 30 dias, tive necessidade de recorrer aos serviços da AMERA, residência assistida que deixa espaço livre para os que, de acordo com a sua fé, desejam celebrá-la, através de actos litúrgicos próprios, como a celebração diária do Santo Sacrifício da missa e acompanhamento, também diário, da transmissão do Santo Rosário do Santuário de Fátima, através de meios de comunicação social.

Um destes dias, enquanto desfrutava destes serviços de apoio, numa das muitas salas, cheias de luz e conforto, fui abordado pelo Sr. Eduardo, estagiário nesta empresa, que me pedia um testemunho da minha passagem por esta casa, em regime de convalescença, por curta duração.

Enquanto navegava nas águas da dúvida, quanto ao que poderia testemunhar, em tão curto espaço de tempo, veio à memória o diálogo dum grupo de residentes ocorrido nessa manhã: “Então F…, já estás de volta?…Por vezes canso-me, vou lá fora uns dias…mas logo regresso, para matar saudades. Vós é que sois a minha família, aqui é que me sinto bem (fim de citação)”. Há, na verdade, uma certa magia em todos os colaboradores e residentes desta casa.

Porque é no receber que se saboreia o paladar mágico do afecto, seja-me permitida uma palavra de excelência às vossas “hospedeiras da boa vontade”, que sabem distribuir o amor irradiante a todo o momento, seja qual for o estado de cada residente.

À AMERA o meu obrigado pelo apoio integral a este relançamento de uma nova fase da minha vida.

Filipe Maçarico