Skip to content Skip to footer

Minha mãe, Teresa Oliveira, entrou na Amera em Fevereiro de 2011. Chegou num estado de grande prostração devido a razões várias: doente com Alzheimer, teve uma infecção respiratória, foi hospitalizada e aí permaneceu durante um mês.

Quando saiu fazia alimentação por sonda naso-gástrica, não falava, mal respondia ao que se lhe perguntava e passava os dias na cama e cadeirão. Passado um mês, a sua recuperação foi extraordinária. Hoje em dia é uma pessoa participativa e conversadora, com as limitações inerentes à sua doença.

A Amera não é apenas uma Residência Sénior, é uma segunda CASA, alegre e acolhedora, uma segunda família, simpática e carinhosa. Isto deve-se, sem dúvida, ao grande profissionalismo e à capacidade de organização e liderança. Um obrigada à Dr.ª. Sónia, às suas colaboradoras directas, Maria José e Ilza, e a todos que trabalham na Amera, pela dedicação e carinho com que tratam os residentes. Como diz a minha mãe “são umas queridas”.

Ana Simões Nunes

Em 2006 tive uma doença grave, o que me deixou um pouco dependente. No ano seguinte o estabelecimento onde, então, residia não tinha as condições necessárias ao meu tipo de doença, e isso viria a agravar-se mais tarde, quando tive uma recaída.

A minha família sugeriu, então, que eu fosse para uma residência assistida. Após algumas tentativas, e depois de aconselhados, encontrámos a Amera, em que passei a residir a partir do dia 7 de Março de 2007.

Tinha que ter um acompanhamento mais minucioso, devido à medicação e precisava de um lugar calmo tranquilo, seguro e que transmitisse confiança. Encontrei todas esses requisitos na Amera, que é uma excelente residência para se viver calmamente e em segurança. Tem uma equipa muito afável, tanto no corpo clínico, como na gestão. Aqui na Amera sentimo-nos mais amparados e mais em segurança.

A minha vivência na residência é mais reservada que a dos outros residentes, devido ao meu estado de saúde. Os outros residentes pensam que eu não gosto de conviver, mas não é isso. Acho muito bonitas as animações que a residência oferece aos seus residentes, mas sou reservado para proteger a minha saúde.

Residente na Amera

Gostei de tudo, mas, o que vai deixar muitas saudades são as aulas de pintura. Tenho saudades de casa. Sei que não vou ter a mesma assistência que tenho na Amera. Sinceramente, estou insegura. Mas vou segura de que se não estiver bem em casa terei uma porta aberta.

Prometi que vou voltar para visitá-las. Vou ter muitas saudades da nossa animadora São: sempre muito paciente e muito simpática, sempre a ajudar e a levantar a nossa auto-estima. Deixo um recado à directora técnica: aqui sempre fui muito bem atendida, não tenho razões de queixa, vou levar saudades e por isso prometi cá voltar. Quero deixar o meu obrigado a todos.

Maria Perpétua Toucinho

Em 2008 vim viver para a Amera devido a vários problemas de saúde que tenho, principalmente a artrose.

Aqui sinto-me muito bem. Sinto-me mais segura do que na minha própria casa. O pessoal é muito competente. Gosto muito quando a Dr.ª Sónia está presente, porque ela nos transmite muito carinho.

A vivência e o convívio são muito bons, somos todos amigos e preocupamo-nos uns com os outros. Tenho uma colega de quarto muito querida.

Maria Isabel Tenreiro

José Lopes Fernandes era o meu pai. Foi médico Anestesista (Dr. Lopes Fernandes) durante a sua vida activa. Viveu com a minha mãe cinquenta e seis anos de um casamento que construiu como o melhor do Mundo. Teve duas filhas e um neto.

Quando a sua vida activa cessou dedicou-se à fotografia e à pintura. Embora muito dotado para trabalhos de mãos e escultura, iniciou-se na pintura já depois dos sessenta e cinco anos. Autodidacta, estudioso, observador crítico e buscador da perfeição à sua medida e maneira, procurou nos últimos 15 anos encontrar a sua linha de rumo e marca pessoal distintivas, num processo evolutivo que estava a entrar numa nova fase, quando partiu.

Chegou à Amera numa situação de debilidade extrema motivada por razões várias, entre as quais a recente viuvez ( pouco mais de um mês) e uma estadia no hospital, de algumas semanas. Estávamos em Julho de 2010. Recuperou além das nossas expectativas e, espanto imenso, queria a sua casa onde poder ir e fazer os almoços de Natal e Ano Novo mas, para regressar à Amera, onde sabia que lhe podiam prestar toda a atenção e cuidados que em casa não seriam possíveis; por desconhecimento técnico e porque os horários da família não o permitiam.

Na Amera começou a frequentar o Atelier de Pintura, onde encontrou a Dª São, e com ela recomeçou a pintar, aprendendo e repartindo conhecimentos e projectos. Como colegas destas aventuras teve a Sra. Dª Noémia e a Sra. Dª Margarida, entre outros. As fotos publicadas nos Boletins da Amera o demonstram inequivocamente. Tive o prazer de as conhecer a todas pessoalmente. Participou animadamente nas preparações da celebração do Natal de 2010: na montagem do presépio, nas decorações, nos presentes.

Parecendo mais conciliado com a realidade da sua nova forma de viver, estava preocupado em estudar para renovar a carta de condução em Abril e em organizar uma exposição retrospectiva até ao fim do ano de 2011.

Na madrugada de 31 de Janeiro saiu, com um problema banal na sua idade, resultante de uma queda. Queria voltar, ter alta e voltar, mas … não voltou.

Partiu numa viagem longa, só com bilhete de ida, para percorrer todas as paisagens que pintou, quis pintar ou imaginou.

Boa viagem pai.
Muito obrigada a todos os que com ele partilharam os últimos meses.

Paula Maria Peres Fernandes

Caros amigos,

Venho por este meio, mostrar o meu agradecimento pelo cuidado, simpatia e profissionalismo, com que receberam e trataram da minha mãe. Este agradecimento é extensível a todos os profissionais que estiveram empenhados no tratamento e rapidíssimas melhoras que a minha mãe teve enquanto entregue aos vossos cuidados. É com imensa gratidão que vos dirijo estas palavras e a melhor maneira de o provar é a garantia de que recomendarei a Amera a todos os meus familiares e amigos que necessitem de cuidados como os que prestam.

João Marujo

Com toda a sinceridade, vivo o Natal aqui na Amera como se estivesse na minha família natural, embora com saudades deles. Mas para mim todos somos como família, mesmo os que nos servem como se fossem nossa família. Realmente nesta quadra do Natal sentimo-nos irmãos.

Carlos Parreira

O Natal principiou na Amera com um convite para todos se consolidarem a comemorar esta grande festa. Com muita antecedência, fez-se a árvore, com os seus ornamentos do ano passado nela colocados por todas as pessoas presentes, dando-lhe um lindo aspecto.

Para ajudar a fazer o presépio, colocou-se-lhe anjos que foram eles que vieram do céu anunciar aos pastores a chegada do Messias Salvador, cantando: “Glória a Deus nas alturas, E na Terra paz aos homens de boa vontade”.

Fazer anjos era tarefa complicada para pessoas de 90 anos. Foi uma consolação as ajudas de todo o lado. Procurou-se sensibilizar os corações com as notas do seguinte conto de Natal: “Estando a Virgem à beira do rio, Lavando os cueirinhos do seu bento filho, A Virgem lavava, S. José estendia, E o Menino chorava com o frio que fazia. A Virgem ao peito o foi aconchegar, E logo o Deus Menino deixou de chorar.”

Margarida Silva

A Amera tem desenvolvido um trabalho importantíssimo, preenchendo uma lacuna na oferta de qualidade para este tipo de equipamento.

A grande maioria dos chamados “lares” são simples casas adaptadas a uma função para a qual não foram concebidos, o que implica enormes constrangimentos ao nível de mobilidade, da disponibilidade de espaços de estar e lazer, da privacidade, etc, não conseguindo resolver satisfatoriamente a grande maioria, senão mesmo a totalidade, dessas exigências. São simples depósitos de pessoas em que as únicas exigências possíveis serão as condições de higiene e o tratamento humano por parte dos funcionários.

Correndo o risco talvez de uma generalização precipitada, face à oferta disponível, tem sido este o principal critério de escolha por parte dos familiares e utentes. Tendo tido que nos confrontar, há poucos anos atrás, eu e a minha irmã, com o problema de uma doença degenerativa do nosso pai já idoso, e passadas duas experiências, felizmente “limpinhas e simpáticas”, mas que ficavam muito aquém das nossas expectativas emocionais, encontrámos na Amera um espaço físico bem pensado, com espaços diversificados para utentes em diferentes graus de dependência, com uma decoração leve e alegre, e muita luz.

Raúl Vieira

Encontrei na Amera o local ideal para proporcionar à minha mãe, muito dependente, uma vida digna, bem acompanhada e bem tratada.

Silvia Bogarim